CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
PrêmiosPrêmios
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
LinksLinks
Cornélio Zampier Teixeira
Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum (Mark Twain)
Meu Diário
06/12/2018 07h56
Leitor ilustre discute DILEMAS DE UM PLANETA (in)SUSTENTÁVEL

Amigos, vale a pena reproduzir aqui alguns comentários do leitor J. D. Machado (escrito já há algum tempo, mas que passou despercebido) a respeito de DILEMAS DE UM PLANETA (in)SUSTENTÁVEL: “ Terminei de ler o seu livro num dia chuvoso com o barril de petróleo abaixo de US$ 30 em razão do aumento da produção, dos estoques elevados, da redução relativa do consumo e de forte expectativa de que o preço vai abaixar mais. Apesar de conhecer bem a sua experiência acadêmica e prática na questão ambiental e enorme capacidade de trabalho, fiquei muito impressionado com o seu esforço para produzir obra tão detalhada sobre a exaustão de matérias-primas e a poluição planetária. Creio que o seu livro de 413 páginas e extensa bibliografia dará grande contribuição ao entendimento destas questões nos meios acadêmico, científico e político [...] uma obra notável em informações, análises e alertas que serão muito úteis à discussão do futuro da vida na Terra.”

Os elogios são sempre bem vindos. Mas, gosto realmente é do contraditório, mesmo nas questões que tenho convicção bem assentada. Foi o caso do referido leitor, economista e filósofo. Ele lembra bem que nos seus tempos de faculdade, nos anos 1970, o conceito de sustentabilidade econômica não considerava as limitações ambientais; assim, considera um grande progresso que hoje os estudos de viabilidade econômica de novos empreendimentos incorporam investimentos para mitigar os impactos ambientais dele decorrentes. Como ele disse: “a situação não é boa, mas já foi pior”.

Compara ainda a poluição do ar naquela época no Rio e em BH: em ambas o tráfego intenso de Fusca, TL, Brasília, Corcel e Opala com sistemas de filtragem dos produtos de combustão ausentes eram um desafio à saúde pública; o lançamento de poluentes particulados e gasosos por fábricas, produzindo nas pessoas a sensação de asfixia e no ar o escurecimento das cores antinaturais, enfeiava tanto a paisagem quanto prejudicavam a saúde das pessoas. Com sua poderosa argumentação de filósofo, que sabe escolher os antecedentes para justificar os consequentes, ele lembra ainda o terrificante cenário londrino dos tempos de Charles Dickens e, num salto, a recuperação ambiental do rio Tâmisa. Londres já era uma cidade rica e se receava então que a Terra sucumbiria se o nível de consumo da cidade se espalhasse pelo mundo. Nada disso aconteceu, é o que conclui meu ilustre missivista. O consumo londrino daquela época talvez fosse equivalente ao da Tanzânia nos dias atuais.

E adianta ainda: “o erro de previsão recorrente acontece pelo mau entendimento da Lei da Oferta e da Procura”. Ou, vista de outra forma: entre dois males, todos escolhem o menor; entre dois bens, todos escolhem o maior. Pela mesma lógica a Teoria de Malthus é considerada como equívoco, o que só se justifica sob o ponto de vista de erro de previsão. Mas, não se trata aqui de discutir um modelo matemático rigoroso. Petróleo, recursos minerais, agricultura, florestas, economia de mercado e outros temas que pacientemente discuti em 413 páginas o meu nobre leitor não se poupou de comentar. Obrigado a ele e a todos que se empenham em investigar tais “verdades” junto comigo.

Continuo fiel a (quase) todos os pontos de vista que inseri no livro. Mas, de tanto ler as contestações que me apresentam é preciso ser firme para não me transformar em mais um “revisionista” (também chamado de “Arrependido Tecnológico”).


Publicado por Cornélio Zampier Teixeira em 06/12/2018 às 07h56